DICA: WORKSHOP Fotografia de Aves com Octavio Campos Salles

É a oportunidade de melhorar a qualidade de suas fotos, aprendendo novas técnicas e segredos com um profissional altamente qualificado.

Um Workshop VIP, além da atenção especial, algo muito importante, é o fato de que os grupos pequenos fazem toda a diferença quando o assunto é percorrer trilhas sem afugentar os animais.

Os locais foram escolhidos à dedo, tive a oportunidade de conhecer ambos, e posso garantir que a produtividade será ótima. Se puder, vá aos dois, pois cada lugar tem sua especialidade, assim como a abundância de determinadas espécies e como resultado disso, a quantidade de fotos boas e o aprendizado prático serão muito maiores!

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Aproveitem, eu já garanti minha vaga!


Arara-azul-grande, um espetáculo da natureza!

Para mim, esta ave sempre foi fora do comum. Fosse pelo tamanho e cores, pelo bico descomunal, pela inteligência acima da média, pelo barulho que fazem ou pela elegância. Mas isso foi antes, quando conhecia apenas em cativeiro.

Minha conceito começou a mudar à partir da viagem que fiz com o amigo Octavio Salles, ao Pantanal Sul-matogrossense, em julho do ano passado.

Ao me deparar com a ave livre, voando pelos céus azuis daquele paraíso ecológico, pude sentir na pele o quanto vale a liberdade. Como ornitólogo, evito fazer comparações antropomórficas dos animais, mas fica difícil não relacionar a “alegria” que elas parecem transmitir, quando livres.

Indiscutivelmente são aves diferenciadas. Os psitacídeos em geral, são animais sociáveis, as trocas de carícias que flagramos de um suposto casal destas araras me fez esquecer por um momento meu lado científico, e me deixei levar pela emoção…talvez por isso esta família sofra tanto com o tráfico de animais silvestres, “parece gente”!

Explorando o oco de uma palmeira morta

Carinho

Beijinho

Fofoca de ARREPIAR!

Fazendo graça!

Sessão de Hipnose!

“Me dá um abraço, vai…”

“Tem alguém aí?”

E por aí vai……lembrando que as interpretações são apenas uma brincadeira, sem âmbito científico.

FICHA TÉCNICA:

A arara-azul-grande,  Anodorhynchus hyacinthinus, é o maior representante da família Psittacidae.

Em 1988 a população total da espécie foi estimada em apenas 2500 indivíduos. Encontra-se ameaçada de extinção devido à destruição de seus hábitats e ao comércio ilegal.

Mede cerca de 98cm de comprimento e pesa 1,5 kg. Coloração inconfundível, principalmente azul intensa, com diferentes tonalidades. Base do bico e anel ocular nus e de cor amarela, partes internas das asas e rabo negras.

Presente sobretudo no Brasil, nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul (Pantanal), Goiás (Rio Tocantins), Minas Gerais (médio São Francisco), Bahia (alto Rio Preto), sul do Piauí (Correntes) e do Maranhão, Pará (Transamazônica e leste do Estado) e Amapá (próximo ao Rio Amazonas). Encontrada também na Bolívia, próximo da divisa com o Brasil e norte do Paraguai. Reportada como provável para o rio Mapori no sudeste da Colômbia (Vaupés).

Lembrando ainda, que se há uma pessoa que luta pela sobrevivência destas aves é a Dr. Neiva Guedes e sua equipe do PROJETO ARARA AZUL, à mais de dez anos no Pantanal, trabalhando para assegurar que as araras-azuis-grandes e outras aves, possam transmitir essa “alegria” inenarrável, pelos confins do paraíso ecológico chamado PANTANAL.

Tive a oportunidade de assistir a Defesa da Tese de Doutorado da Neiva, e conhecer um pouco deste grandioso trabalho.

Mais informações acesse: www.projetoararaazul.org.br

Acampando no lugar certo!

Quatro meses atrás, fiz uma viagem ornitológica com os amigos Tiago Zaiden e PC Araújo, com destino à cidade de Paraisópolis, uma típica cidadezinha mineira ao pé da Serra da Mantiqueira. Mas nosso destino não era exatamente a cidade, e sim o Parque Ecológico do Brejo Grande, que fica a aproximadamente 12 km do centro de Paraisópolis.

Formado por 217 hectares de área total, a paisagem é composta de Floresta Ombrófila Mista Alto Montana secundária, com presença de Araucaria angustifolia. Existe também um represa (por sinal uma das mais altas do país), que delimita um dos lados do remanescente.

Escolhemos um vale, entre dois picos, um de 1697m e outro de 1936 m, montamos o acampamento à 1471 metros de altitude.

Chegamos no local escolhido já era noite, estávamos procurando uma área limpa (sem pedras e galhos, que danificam o fundo da barraca) na clareira e pedi para que o PC colocasse playbacks de possíveis espécies de corujas que vivem naquele tipo de ambiente.

Não deu outra, logo na primeira reprodução da vocalização de Strix hylophila já ouvi a resposta. Meus amigos desconfiaram um pouco, pois já haviam estado lá antes e não ouviram corujas.

Logo PC viu um vulto passando pela clareira, a lua cheia ajudava na visualização. Lanternas à postos, logo a coruja apareceu, no alto de uma árvore, vocalizando e olhando em nossa direção, tentei algumas fotos, que não ficaram muito boas devido à distância que ela permanecia de nós.

Era a primeira vez que víamos um exemplar desta espécie. Após alguma insistência a coruja acabou pousando muito próxima de onde estávamos, em uma grande Araucária, e conseguimos fazer fotos muito boas dela.

Um das primeiras fotos, um pouco longe, já tinha me contentado, mas ela resolveu colaborar!

Pousou na nossa cara, foto sem crop, tive que dar um passo para trás para que enquadrasse melhor, vocalizou desta distância, foi de arrepiar!

A espécie é considerada “quase ameaçada de extinção” em função da destruição do hábitat e da falta de estudos sobre a biologia da espécie.

Apesar de ser considerada endêmica do bioma Mata Atlântica, a Coruja – listrada foi registrada no Campus da Universidade Estadual de Goiás, em Anápolis-Go, no cerrado ralo, mas se quiser ter maiores chances de vê – la, procure por ela em regiões de Mata Atlântica (ex. Intervales, Pq. estadual da Serra do Mar, etc) ou Mata ombrófila mista (por ex: Campos do Jordão – SP,  Monte Verde – MG, e região Sul, como Blumenau – SC) ou seja, na região de Mata Atlântica que tenha a presença de Araucárias.

Por duas noites, durmimos ao som de Strix hylophila, cantaram no início da noite 21hrs até umas 23hrs e depois de madrugada, 3hrs da manhã. Certa vez, o prof. Jacques Vielliard me disse que este comportamento é comum dentre as corujas, o momento em que sentimos a ausência das vocalizações, elas estariam caçando, retornando de madrugada, e cantando no território. Foi exatamente o que percebemos naquelas noites.

Na segunda noite, empolgados com a presença de corujas na área, decidimos subir até uma pedra, que nos dava uma visão privilegiada da borda do remanescente e de um pasto aberto à frente. A luz da lua cheia facilitava a visualização do local. Procurando por aves noturnas, chegamos a ver de relance uma grande ave passando pela clareira e sumindo na mata densa, não conseguimos identificar, mas provavelmente seria uma Strix hylophila em suas caçadas.

E de dentro da barraca a sinfonia se extendia pela madrugada, consegui perceber pelo menos três indivíduos de Strix hylophila na região, fizeram todas as vocalizações que já ouvi no XenoCanto e mais uma, que nunca ouvi em gravações. Infelizmente, não tivemos condições de registrá – lo. Agora estou providenciando um gravador, equipamento que me fez muita falta até hoje. Logo logo espero mostrar para vocês também os sons desses maravilhosos animais que tanto admiro, nossas aves.

Um abraço à todos,

Guilherme Gallo Ortiz

Monte Verde

Neste começo de ano fiz uma viagem com a minha namorada, mas o destino escolhido (Monte Verde, MG) não me afastou das aves! Deu até para fazer algumas fotinhos, nada muito excepcional, mas valeu pelos lifers: Poospiza lateralis, Phibalura flavirostris, Syndactyla rufosuperciliata e um ninho de Phyllomyias fasciatus.

Jacuaçu macho Penelope obscura

Saíra viúva, Pipraeidea melanonota


Tesourinha – da – mata, Phibalura flavirostris


Piolhinho, Phyllomyias fasciatus, muito bem camuflado entre os liquens e musgos num galho da copa de uma árvore.

O ninho e ave no detalhe, inclusive o ninho é também revestido de liquens.

Tico – tico, Zonotrichia capensis

O Caxinguelê ou Serelepe, Sciurus sp. comendo um amendoim, Arachis hipogeae oferecido em comedouro, prática comum na região.

Feliz ano novo!

Desculpe a demora para postar novidades, acabei de voltar de viagem.

Fui para Itanhaém e percorri a estradinha do Guaraú, na Juréia, ótimo lugar para se avistar muitas espécies de aves típicas de Mata Atlântica de baixada, uma pena que na alta temporada aquilo fique intransitável.
Passei esta última semana em Monte Verde, distrito de Camanducaia – MG, outra região “altamente ornitológica”, muitas áreas de Floresta Ombrófila Mista Altimontana, não é preciso se afastar nem da rua principal para se deparar com inúmeras espécies de aves, algumas delas ameaçadas de extinção !

Espero que tenhamos um 2010 que acabou de “POUSAR” cheio de “lifers” e aves raras, paz, saúde, sucesso.

5 motivos para conhecer o Buraco das Araras na cidade de Jardim, MS

Primeiro motivo:  Papagaio – verdadeiro, Amazona aestiva

Super arisco. O fotógrafo Octavio Campos Salles que o diga!

Segundo motivo:  O show dos Periquitos – rei, Aratinga aurea

Eles também não se importaram muito com nossas lentes.

Terceiro motivo: O entorno.

Graúna ou Pássaro – preto Gnorimopsar chopi

Infelizmente passamos apenas um dia por lá, mas a “barulheira” do remanescente de Cerrado que circunda a dolina nos deu uma idéia do que aquele lugar têm a oferecer. Só para citar como exemplo: Nystalus striatipectus, Casiornis rufus, Glaucidium brasilianum, Pulsatrix perspicillata (não vimos, mas nidifica na dolina!), Arapaçus, Gralhas, Graúnas, e Araras, muitas Araras ( só vimos as Ara chloropterus, as mais comuns por lá, nidificam nos paredões).

Quarto motivo: A localização.

O Buraco das Araras se localiza em Jardim, uma cidade bem próxima de Bonito, MS, outro lugar imperdível! Bonito é um bela cidade turística com estrutura mais que suficiente para a família inteira. Bons hotéis, lojas e restaurantes, estradas em boas condições e uma fauna riquíssima, que falarei mais pra frente.

Quinto e principal motivo: O espetáculo das Araras

Para a grande maioria das pessoas, o único contato que já tiveram com estes psitacídeos fabulosos, foi ou em lojas de pet ou em zoológicos, e posso afirmar que a ave não transmite a magnitude de sua beleza quando está confinada entre grades.

No Buraco das Araras você têm o prazer indescritível de vê – las em ambiente natural, de um ângulo privilegiado.

Casais de Ara chloropterus em revoada, cena comum.

Um dos locais que tenho prioridade para voltar em ficar pelo menos uns três dias!

Obs. Essa visita foi feita no mês de julho, devido à sazonalidade, podem haver diferenças quanto as espécies avistadas e quanto ao comportamento ( se estarão em bandos, em casais, nidificando, etc.) mas acredito que o ano todo aquele lugar deva revelar BOAS surpresas!

Buraco das Araras

FOTOGRAFIA: Mais Lagoa do Peixe

Flamingo – chileno, Phoenicopterus chilensis

Talha – mar, Rhynchops niger.

Carqueja – de – bico – manchado, Fulica armillata.

Trinta – réis – de – bando, Thalasseus sandvicensis e abaixo, desfocado, um indivíduo de Trinta – réis – de – bico – vermelho, Sterna hirundinacea.


Piru – piru, Haematopus palliatus.


Gaivota – maria – velha, Chroicocephalus maculipennis.


Lobo – marinho – do – sul,  Arctocephalus australis.

FOTOGRAFIA: Lagoa do Peixe, Tavares – RS

Maçarico – branco, Calidris alba

Vimos muitos durante o percurso pela praia, entre o Balneário Mostardense e a barra da Lagoa do Peixe.

Maçarico – de – papo – vermelho, Calidris canutus

Vimos alguns indivíduos anilhados na praia entre o Farol da Solidão e a barra da lagoa.

Garça – branca – pequena, Egretta thula

Na maioria das barrinhas que deságuam no mar.

Flamingo – chileno, Phoenicopterus chilensis

Na barra da Lagoa do Peixe e na praia (inclusive na água do mar).

Flamingo – chileno, Phoenicopterus chilensis

Polícia – inglesa – do – sul, Sturnella superciliaris

Na estrada de acesso à Lagoa dos Patos.

Canário – da – terra – verdadeiro, Sicalis flaveola pelzelni

Pernilongo – de – costas – brancas, Himantopus melanurus

Na barra da Lagoa do Peixe.

Em breve mais fotos dessa viagem.

Um abraço, Guilherme Ortiz.

Já parou para pensar?

Para a maioria dos seres humanos, é preciso sentir na pele para enxergar os problemas causamos à outras espécies.

Seria isso a evolução agindo sobre todas as espécies? Fazemos parte deste contexto evolutivo? Com certeza, a evolução é lenta e constante, e não podemos nos dar ao luxo de nos excluirmos dela.

O homem é a espécie que tem a capacidade de alterar drasticamente o ambiente,  será que realmente existe a possibilidade de convivermos com outras espécies? Com o mínimo de alteração possível? Com sustentabilidade? Quais espécies vão pagar o maior preço por tudo isso?

Estamos acelerando algumas extinções, mas a evolução age constantemente, independentemente das alterações causadas por nós, deixamos apenas algumas lacunas. Vivo me perguntando: “como seria esta área 1000 anos atrás?”, mas agora enxergo que a humanidade é apenas uma fração dentro da infinita escala evolutiva.

Logo os Homo sapiens sapiens deixarão de existir, e outras espécies virão.

Parada estratégica

Hoje a tarde recebi um telefonema de um amigo e vizinho meu, Jefferson Otaviano, me avisando que um Falcão – peregrino, Falco peregrinus tundrius estava no telhado do prédio onde moro (0 prédio tem aproximadamente 50 metros de altura), fiquei louco para ir lá, mas o acesso é proibido, pois não há cobertura em meu prédio, somente a casa de máquinas dos elevadores, e um telhado de amianto que não é recomendado para pesos pesados (meu caso), hehe. Interfonei para o síndico, explicando a oportunidade que estava tendo e ele gentilmente me acompanhou até a casa de máquinas. Ao abrir a portinhola que dá acesso ao telhado, demos de cara com o bicho, consegui fazer algumas fotos. Que ave maravilhosa!peagEle voou algumas vezes, retornando sem presas. Bentevis, Pitangus sulphuratus vocalizavam o tempo todo, provavelmente eles estão aninhando na parte de cima da casa de máquinas e estavam incomodados com o predador em potencial. peag1

Agradeço ao Jeff Otaviano por ter me avisado, uma pena que o acesso lá seja tão ruim! Fiquei esperando mais tempo, mas ele não retornou. Vou ficar de olho por aqui!