Não é só na floresta amazônica que são encontradas as gigantescas castanheiras e sumaúmas. Na mata atlântica elas também estiveram presentes, embora hoje, só nas áreas de mata primária elas ainda estejam de pé. É o caso do Parque do Zizo, um dos últimos locais que preserva o que sobrou da mata atlântica que Cabral avistou. E algumas destas árvores certamente já existiam antes mesmo que os exploradores portugueses aportassem suas naus na terra brasilis. Como representantes os gigantes jequitibás da mata atlântica semi-decídua, as figueiras gigantes das áreas mais baixas, os jatobás das serras e as araucárias das ombrófilas mistas.

Este Jatobá (Hymenaea courbaril) é um destes seres que viram a história do nosso país do alto e que escapou da destruição em massa que assolou todas as grandes árvores da mata atlântica, principalmente a litorânea. Quando tirei esta fotografia (mês passado) ele estava renovando suas folhas após o inverno. As folhas novas são de um tom alaranjado que aumenta ainda mais a já estonteante beleza desta árvore.

Melhor do que isso é olhar para o mar verde do parque e ver a copa alaranjada de tantos outros gigantes que estão à salvo graças ao esforço de alguns homens que seguiram o caminho contrário da maioria e entendem que eles valem muito mais em pé.