As aves fascinam a humanidade desde os primórdios. Se fôssemos hierarquizar os grupos, certamente os rapinantes encabeçariam a maioria das listas de preferências, talvez pela representação de força e imponência e certamente pela beleza e agilidade. Em minhas últimas viagens ao Parque do Zizo, juntamente com meu amigo Octavio Salles e algumas vezes com seus clientes em seus Bird&Foto Adventures, temos visto muitas espécies deste grupo tão especial. Resolvi então selecionar alguns registros feitos nos últimos três meses, todos eles no Parque do Zizo.
Algumas delas são observadas também próximas à áreas alteradas, como o migratório gavião-de-cauda-curta, Buteo brachyurus:
Outras têm registros mais pontuais, que se concentram na região Sudeste e Sul, como é o caso do gavião-de-sobre-branco, Buteo leucorrhous:

Como a área se encontra bastante preservada os grandes predadores do gênero Spizaetus podem ser vistos com frequência em dias de tempo limpo.
O gavião-pega-macaco, Spizaetus tyrannus é visto normalmente sobre a sede e sobre o ” Mirante dos Gavião”, no caminho de entrada do parque. Esta fotografia foi tirada da sede do parque, este indivíduo sobrevoava a clareira vocalizando constantemente:
O gavião-pato, Spizaetus melanoleucus, é outra espécie que frequentemente dá as caras pelo parque. No em que tirei esta fotografia registramos pelo menos três vezes esta espécie em situações e regiões diferentes como na sede, no mirante e na trilha mestre.
O mais raro deles (ao menos na mata atlântica) é o gavião-de-penacho, Spizaetus ornatus. Ultimamente tem sido o mais registrado, sempre sobrevoando a sede do parque, inclusive a algumas semanas atrás o Octavio Salles observou o display reprodutivo de um macho desta espécie. A frequência de registros, o display e as constantes vocalizações que temos ouvido, repetidas sempre de um mesmo ponto próximo da sede, são indícios que a espécie esteja nidificando nas proximidades, embora até agora não tenhamos conseguido encontrar o ninho, devido à dificuldade de acesso.

Outro registro relativamente comum no parque é o de gavião-pombo-grande, Pseudastur polionotus, inclusive um dia desses um decolou do chão, em frente ao meu carro, voando por alguns segundo à menos de 10 metros de nós, mostrando toda sua força. Em outro encontro recente, na trilha mestre, um indivíduo atravessou a nossa frente na trilha e surpreendeu pela velocidade e agilidade em vôo.
Desculpem a qualidade das fotografias, mas fiz questão de usar as tiradas nas últimas viagens.
A satisfação de estar em um lugar onde o “risco” de encontrar uma dessas máquinas mortíferas é iminente, não têm preço.
Muito bacana o Post Guilherme.
O Zizo fascina pela abundância e a possibilidade de encontrar sempre “alguma coisa” nova é mais que eminente!
Estou bem curioso para saber mais dos estudos que tens feito por lá. Assim que der, escreva um pouco sobre.
Abraços,
Vinicius Pontello
Obrigado Vinicius,
Que bom que têm gostado, assim que for possível divulgarei com mais detalhes os trabalhos que temos realizado.
Abraços,
Guilherme
Grande Guilherme, q saudade do Zizo… ainda mais lendo e relembrando todos aqueles acipitrídeos avistados naquela inesquecível viagem! No Zizo realizei vários sonhos muito antigos, estou louco para voltar, parece q estamos em outro mundo. Ah, e se acharem o ninho do ornatus por favor me avise, blz?
Grande abraço, extensivo aos irmãos do Zizo e ao Octávio.